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   7.12.03  
Acordei talvez às 3. Ah está começando está vindo - o horror - fisicamente como uma dolorosa onda avolumando-se em volta do coração - lançando-me para o alto. Derrotada - Deus, quisera estar morta. Pausa. Mas por que estou sentindo isto? Deixe-me observar a onda subir. Observo. Vanessa. Filhos. Fracasso. Sim; é o que percebo. Fracasso fracasso. (A onda sobe). Ah caçoaram de mim porque me agrada a cor verde! Onda rebenta. Tenho apenas uns poucos anos de vida suponho. Já não consigo mais enfrentar este horror (isto é a onda esparramando-se sobre mim).

Isto continua; várias vezes, com variações de horror. Depois, na crise, em vez de a dor continuar intensa, fica muito indefinida. Cochilo. Acordo em sobressalto. A onda de novo! A dor irracional: a sensação de fracasso; em geral o acréscimo de um incidente específico, como por exemplo gostar da cor verde, ou a compra de um vestido novo, ou um convite a Dadie para vir passar o fim de semana.

Afinal digo, olhando da forma mais distanciada possível: Agora recomponha-se. Dê um basta a isto. Pondero. Faço um levantamento de gente feliz & infeliz. Preparo-me para avançar para atirar-me para arrebentar. começo a prosseguir às cegas. Sinto diminuírem os obstáculos. Digo que não importam. Nada importa. Enrijeço & me endireito, & volto a adormecer, & fico semi-acordada & sinto a onda começar & observo a luz empalidecendo & penso que, desta vez, o café da manhã & a luz do dia vão superá-la; & então ouço L. no corredor & finjo, tanto para mim quanto para ele, grande efusividade, & em geral sou efusiva, quando termina o café da manhã. Será que todo mundo passa por este estado? Por que tenho tão pouco controle? Não é louvável, nem desejável. É a causa de muito desperdício & de muita dor em minha vida.


(Virginia Woolf, 15 de setembro de 1926)