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21.2.06
 Match Point. O personagem principal é totalmente inverossímel. A Scarllet no início (depois melhora muito) repete encontros e desencontros e fica naquela de segurar o cigarro de forma sensual e começar todas as frases com um "eeeerrrr", "hmmmmm" rouco de boquinha meio aberta e tal.
Mas quem se importa? Sinceramente. Me diz aí quem se importa.
Eu não me importo nem um pouco.
Porque é Woody Allen. E é ótimo. E com sotaque inglês pra todo lado. E toda aquela vida chaaaata de ingleses ricos, cortinas pesadas, sofás confortáveis, casas de campo, esportes sem suor, cavalos puro-sangue, jardins bem-cuidados, roupas elegantes, jóias, cruzeiros de férias pela costa italiana e, é bom não esquecer, sotaque inglês pra todo lado. E você sabe, esse povo metido a marxista que diz que gosta de ficar estudando a revolução industrial e a formação da classe operária e blábláblá tem mesmo é inveja. Porque queria mesmo era ter nascido do outro lado. E tão dizendo que os ingleses encaram o filme como uma comédia. Por causa dos estereótipos e tal. Mais uma vez, não me importo nem um pouco. Nem um pouquinho. Eu adorei.
E a Scarllet está como devia ser na vida vida real, se não se esforçasse tanto pra ser cafona: linda, linda, linda. E a Cris lembrou que ela já gravou outro filme com o Woody Allen. Como alguém ainda pode duvidar da existência de Deus depois de uma notícia dessa, eu realmente não entendo.
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